Eu sou dona de uma impulsividade muito doida, eu ajo e depois penso. Tomo atitudes e decisões que muitas vezes não são certas, muitos me dizem que eu deveria medir mais as minhas palavras e pensar antes de agir para não assustar e não magoar as pessoas e também acho que eu deveria ter consciência disso. Mas acho que se eu realmente me tornasse o que as pessoas esperam eu perderia o meu brilho. Pois gosto de ser como sou, pois não preciso fingir e nem me esconder atrás de nada apenas sou o que sou. Se tenho que dizer algo digo, e não meço as palavras, pois e melhor dizer a pior verdade do que iludir com a melhor mentira. As pessoas que me amam de verdade me aceitam como sou e admiram isso pois poucos conseguem ter a sinceridade que tenho e carrego em meu olhar. Muitas vezes me sinto insegura e tenho medos, fico triste e sei que tudo que tenho posso perder, em um piscar de olhos. Hoje consigo ver a realidade, pois sai daquele mundo de contos de fadas no qual estava presa. Porém ainda continuo sendo humana de carne e osso, capaz de muitas coisas, como sorrir e chorar, e mesmo de cometer as minhas impulsividades e sinceridade que tanto ferem e machucam. Mas me tornam especial neste mundo onde as pessoas preferem usar mascarás a serem o que são e omitem a verdade.
Para entender um pouco do meu Mundo algumas palavras de alguem que entende como eu sou...

Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector

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